Uma Luz sobre o Snapchat

Quem tem medo de fantasma?

Alguns dizem que quando anoitece fica mais difícil dizer que não…

E é de noite que a maioria das pessoas quem tem TOC com notificações não lidas dos adeptos dessa rede social aproveitam para se jogar na cama e ficar em dia com todas as Histórias ainda não visualizadas.

Criado em 2011, o Snapchat, hoje com mais de 200 milhões de usuários no mundo, assustou gigantes da indústria ao recusar a proposta do Facebook, em 2013, de comprar o APP por 3 bilhões de dólares. Avaliado em US$ 2 bilhões nessa época, a escolha parece ter sido acertada, pois a empresa receberia ~apenas~ US$ 750 milhões no início dos pagamentos pela venda, mas já levantou mais de US$ 500 milhões com investidores e elevou sua avaliação no mercado para US$ 15 bilhões.

Mas não são apenas seus concorrentes que se assustam com a rede. Jovens early adopters de redes sociais e aplicativos em geral, também concordam que o Snapchat causa estranheza no primeiro contato.

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No entanto, é exatamente assim que a rede funciona, já que as publicações ficam disponíveis até, no máximo, 24h após a postagem, e com uma contagem regressiva que te deixa pensando “esse conteúdo se autodestruirá em 10 segundos” depois que a foto ou vídeo é visualizado.

Além de permitir a postagem de fotos e vídeos no Minha História, ainda é possível acessar conteúdos com a curadoria de veículos como CNN e BuzzFeed na função Discovery, e trocar mensagens com seus contatos.

Please, no flash!

AND NO PRINTSCREEN!

Como muitos aplicativos, o Snapchat é constantemente assediado por usuários que querem desvirtuar ou complementar as funções oferecidas, seja utilizando um aplicativo paralelo para subir imagens armazenadas no celular, ou mesmo dando print screen para salvar um conteúdo antes que ele desapareça.

Mas o que pensam alguns dos blogueiros heavy-users vloggers usuários mais assistidos do Snapchat no Brasil?

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Reunidos na Campus Party 2016, eles responderam às perguntas da nossa agência e explicaram seus pontos de vista de forma uníssona: não estraguem o Snapchat!

Para web celebridades cercadas de interações em todas as redes sociais, esse APP se transformou em uma possibilidade de fuga dos comentários e da ansiedade pela aprovação do público que os likes representam. “No Snapchat, a gente não precisa estar arrumada, produzir bem a foto, ter um cenário bonito ou algo assim. A gente mostra nossa rotina mesmo, com detalhes que não seriam relevantes em outras redes e isso gera muito mais proximidade com o público.”, disse Nina, que acumula uma média de 150 mil visualizações em cada postagem.

Quando questionamos se essa “fuga da interação em tempo real” não era uma antítese ao conceito de diálogo social que a geração tanto preza, eles concordaram que já estão bem disponíveis e acessíveis em outros canais. Fica então, para o Snapchat, uma lacuna que foi o seu diferencial. Ser um Big Brother individual, uma válvula de escape para as postagens momentâneas, uma TV ao vivo, mas agora com uma vasta multidão de produtores de conteúdo.

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Marcas

Se sua marca ainda não pensou em usar essa rede social, talvez seja hora de reavaliar. Em rápido crescimento, o Snapchat já possui o triplo dos acessos de seis meses atrás. Dados de 2015 mostram que o Snapchat ultrapassou o WhatsApp em número de uploads de imagens e deixou Facebook e Instagram bem para trás – pelo menos nesse quesito.

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Não, não estamos anunciando que esse fantasma está assombrando os celulares por aí e colocando os outros aplicativos para correr, afinal, suas funcionalidades, propositalmente limitadas, agradam essa geração tão acostumada com comunicação transmidiática e cultura de convergência – e um gigante, como o Facebook, que faturou mais de 2 bilhões de dólares por mês no final de 2015, tem muito poder de fogo para investir em diversas frentes e áreas de atuação.

O que é preciso para obter sucesso com uma marca no Snapchat é entender bem a rede e os influenciadores que a utilizam, com o objetivo de criar uma ação que traga reais benefícios para a marca e, claro, que seja relevante para o público impactado, formado, em sua maioria, por jovens de 18 a 24 anos.

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Ações de branding, geração de vendas com cupons, promoções-relâmpago, merchandising, bastidores da marca, apropriação temporária e jogos interativos são algumas das possibilidades que a Agência de Publicidade pode explorar em brainstorms – seja para campanhas pontuais ou esforços recorrentes.

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